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12 julho, 2012

O fantasma da noiva suicida...


As antigas fazendas de café do período imperial brasileiro eram muito opulentas e demonstravam todo o poder de seus donos, os Barões do Café. Homens ricos e poderosos tinham autoridade sobre seus negócios, seus escravos e suas famílias tanto quanto sobre suas terras. As casas eram construídas de modo a acolherem a família e os visitantes. Cômodos grandes e confortáveis eram decorados com mobília de madeira boa e objetos vindos da corte, no Rio de Janeiro, e da Europa. A Fazenda Coqueiros, em Bananal – SP, tinha até mesmo banheiro dentro de casa, cofre do tamanho de um quarto de dormir e organizado acesso à água. Os cômodos que, no entanto, chamam mais atenção são as alcovas.
Dentro de uma delas, há o fantasma de uma antiga moradora. Dizem que era uma moça que enlouquecera depois que o pai impediu seu casamento com o homem que amava para forçá-la a casar-se com um velho riquíssimo, proprietário de minas de ouro em Minas Gerais. Como ela não aceitava casar-se com tal noivo interessado em somar as fortunas das duas famílias, no dia do casamento, depois de vestida em um suntuoso vestido de noiva, com uma reluzente tiara de diamantes segurando a rica mantilha de renda,vinda da Espanha, cobrindo seus belos cabelos louros, o pai a fez ficar na alcova até a hora da cerimônia nupcial, na catedral da cidade. A jovem já estava habituada a ficar grande parte parte do tempo nesta acomodação.
As alcovas eram quartos sem janelas, preservava-se assim a pureza das moças de indesejáveis visitantes. Em algumas fazendas chegava-se a estratégia de serem trancadas apenas por fora, desta maneira fossem as jovens da casa ou os visitantes, principalmente tropeiros costumeiros, que pernoitassem, apenas na manhã seguinte poderiam sair, assim que o Barão mandasse abrir as portas. Para o conforto dos ocupantes, na alcova costumavam ter vasilhas com água, toalhas, urinóis e grades acima da porta para entrada de ar.
Passada uma meia hora, o pai veio buscar a filha para levá-la à Igreja onde se casaria. Ao abrir a porta da alcova, parou estarrecido e desesperado diante da tragédia que ali ocorrera: a noiva jazia em sua cama, fulminada pela forte dose de veneno que ingerira, preferindo a morte a casar-se contra a sua vontade. Ao lado do corpo, o vidro vazio de cianureto de potácio não deixava a menor dúvida de que a jovem praticara o suicídio. Em lugar da grande festa de casamento, a família teve o triste velório da bela jovem que enlouquecera devido a tirania paterna.
A partir desse dia, pessoas que habitam nas redondezas do casarão afirmam que já viram o fantasma da noiva caminhando pelos corredores do casarão ou na alcova que lhe servira de prisão.


07 julho, 2012

O desaparecimento inexplicável de Worson

No ano de 1873, no dia 3 de setembro, James aceitou o desafio de quebrar o recorde de velocidade (a pé) do percurso entre as cidades de Leamington e Coventri. Dois amigos então o acompanharam, a cavalo. Um deles, Hammerson Burns, levou sua câmera com ele e ia tirando fotos, enquanto Worson conversava alegremente com eles.
Segundo os amigos eles olharam para a frente por um breve instante quando ouviram um grito de agonia de Worson. Pensando que ele havia tropeçado, eles voltaram para ajudá-lo. Só que não encontraram nada nem ninguém. Worson havia simplesmente desaparecido. Burns até tirou fotos da estrada, que mostrava pegadas de Burns andando normalmente, depois como se ele havia tropeçado e depois mais nada, como se ele não houvesse mais tocado o chão. Eles chamaram a polícia, que levou os cães farejadores. Por algum motivo, os bichos não queriam se aproximar do local em que James havia caído. Worson nunca mais foi visto. Como explicar tal desaparecimento? Mistééééério!


06 julho, 2012

Um espectro de fogo

O navio holandês Palatine zarpou de Amsterdã em 1752, levando cerca de 300 imigrantes para a América. Após uma viagem terrivel, atormentada por tempestades, a embarcação teve um fim calamitoso por volta do Natal, ao largo da Ilha Block, na entrada do estreito de Long Island.

Segundo um relato, saqueadores de naufrágios usaram um sinal de luz para atrai-lo para as rochas, saquearam o navio depois atearam-lhe fogo. Os passageiros foram desembarcados, mas quando as chamas estavam consumindo o Palatine, um grito silenciou os saqueadores. Entre as chamas e a fumaça, viram uma mulher solitária e atormentada arrastando-se pelo convés incendiado.

Na época do Natal, um ano depois e nos anos seguintes, os moradores da ilha Block continuaram a assistir a volta do Palatine em chamas. Em 1869, um velho chamado Benjamin Corydon, que crescera no continente em frente a ilha, admitiu ter visto por oito ou nove ocasiões a nave espectral, com todas as velas içadas e em chamas, e que suas visitas haviam cessado quando morreu o último dos saqueadores que o tinham atraido para destruição. Mas talvez ele tenha falado cedo demais, em 1969 foi mais uma vez relatada a aparição do navio fantasmal em chamas.